← Blog processo-comercialautomacaopme

Qual CRM escolher para o tamanho da sua empresa?

Pipedrive, RD Station CRM, HubSpot, Salesforce, SAP: veja quais CRMs costumam servir a cada porte de empresa e as perguntas que decidem a escolha.

Qual CRM escolher para o tamanho da sua empresa?

Qual CRM serve para o tamanho da sua empresa?

Essa é a pergunta que mais aparece quando alguém decide organizar as vendas. E ela faz sentido, porque o mercado tem dezenas de opções, cada uma com site bonito e demonstração pronta, e ninguém quer pagar por um sistema grande demais nem ficar preso num pequeno demais.

Pensa em quem vai comprar um carro para a família. A primeira conta é quantas pessoas precisam caber. Um casal não precisa de uma van, e uma família de seis não cabe num compacto. Essa conta corta metade das opções em cinco minutos, só que ela não escolhe o carro sozinha. Depois vem a estrada que ele vai pegar todo dia, quem vai dirigir e quanto custa manter.

Com CRM acontece a mesma coisa. O porte da empresa é um bom primeiro filtro, e neste texto eu mostro quais ferramentas costumam aparecer em cada faixa. Depois mostro o que pesa na decisão: a maturidade do seu processo comercial, quem vai alimentar o sistema e se ele conversa com o WhatsApp, que é por onde o seu cliente provavelmente já fala com você.

Por que o porte da empresa é o primeiro filtro?

Tamanho de empresa, quando o assunto é CRM, quer dizer três coisas: quantas pessoas vão usar o sistema, quantos clientes passam por ele e quantas áreas precisam enxergar o mesmo cliente.

Numa empresa pequena, quase sempre é o dono e mais uma ou duas pessoas vendendo. O que importa é ver em que pé está cada negociação e não esquecer de ninguém. Numa média, entra o time de vendas com gestor, o pós-venda e, às vezes, o financeiro querendo saber o que foi prometido. Numa grande, o CRM precisa conversar com o sistema de gestão, com o estoque e com o faturamento, e passa a ter regra de acesso por área.

Cada faixa pede um tipo de ferramenta. As mais simples ficam de pé em poucos dias e cabem no dia a dia de quem vende. As maiores aguentam muito mais coisa, e por isso pedem projeto de implantação, alguém para configurar e uma implantação que costuma levar meses.

Então o porte ajuda a não comprar o carro errado logo de cara. A lista abaixo é o recorte que mais aparece no mercado. Ela serve de ponto de partida e muda com o tempo, porque as ferramentas lançam planos e recursos novos o tempo todo. Antes de decidir, confira com o fornecedor o que vale hoje para o seu caso.

Quais CRMs costumam servir para empresas pequenas?

Nessa faixa aparecem com frequência o Pipedrive, o RD Station CRM, o Agendor e o Zoho CRM.

O que eles têm em comum é a ideia de começar rápido. A tela que mais se usa costuma ser o funil de vendas: colunas com as etapas da negociação e um cartão para cada cliente, que anda de uma etapa para a outra conforme a conversa avança. Para quem até ontem controlava tudo no caderno, numa planilha ou na memória, isso já muda bastante coisa.

Dois deles são brasileiros, o RD Station CRM e o Agendor. O Pipedrive e o Zoho vêm de fora e também são bastante usados por aqui.

Para a empresa pequena, a pergunta que mais ajuda é qual delas a sua equipe vai abrir todo dia. Um CRM simples, usado por todo mundo, organiza mais a venda do que um sistema cheio de recurso que só o dono entende.

Por isso vale testar com as suas negociações reais de uma semana, usando o período de teste ou a demonstração que o fornecedor oferecer. Se no fim da semana as pessoas preferirem voltar para o caderno, a ferramenta não serviu para o seu momento, por mais bonita que tenha sido a apresentação.

E para empresas médias?

Na faixa média aparecem o HubSpot, o Ploomes, o Microsoft Dynamics 365 e o Salesforce.

O que muda aqui é que o cliente passa a ser de mais gente. O vendedor fecha, o pós-venda acompanha, o financeiro cobra e o gestor quer ver o funil de todo mundo junto. Então o CRM precisa guardar o histórico completo, separar o que cada pessoa vê e gerar relatório sem que alguém monte planilha no fim do mês.

O Ploomes é brasileiro e muito procurado por empresas que vendem para outras empresas. O HubSpot é conhecido por juntar o CRM com ferramentas de marketing. Dynamics 365 e Salesforce aparecem aqui e de novo na faixa das grandes, porque atendem empresas de tamanhos diferentes conforme o quanto se configura e se contrata.

Nessa faixa, a implantação já pede um responsável. Alguém precisa definir os campos, as etapas, as permissões e os relatórios, e isso leva semanas. Quando essa parte fica para depois, a empresa acaba com um sistema caro configurado do jeito que veio de fábrica, que não reflete a venda de ninguém.

E para as grandes?

Nas grandes empresas, o recorte mais comum traz o Salesforce, o Dynamics 365, o Oracle e o SAP.

Aqui o CRM passa a fazer parte do sistema da empresa inteira. Ele precisa conversar com o sistema de gestão, com o faturamento, com a logística e com o atendimento, e cada integração é um projeto. Oracle e SAP, por exemplo, aparecem muito em empresas que já usam o sistema de gestão dessas mesmas marcas.

A escolha nessa faixa raramente é de uma pessoa só. Envolve TI, diretoria, compras e consultoria de implantação, e o critério técnico pesa tanto quanto o comercial. Se você está numa empresa desse tamanho, provavelmente já existe quem cuide disso, e as perguntas da próxima seção valem do mesmo jeito para levar a essa conversa.

O que pesa mais do que o porte na escolha?

Voltando ao carro: a conta de quantas pessoas cabem resolve o começo. O que faz o carro dar certo é a estrada que ele pega todo dia. No CRM, a estrada é o seu processo comercial.

Maturidade de processo, traduzindo, é o quanto a sua venda já tem um caminho combinado. Existe uma resposta clara para perguntas como de onde vem o cliente, quem fala com ele primeiro, quais são as etapas até o pedido e quando uma negociação é dada como perdida. Se cada vendedor responde de um jeito, o processo ainda mora na cabeça das pessoas.

Isso importa porque o CRM organiza o que já existe. Ele grava as etapas que você define, lembra das tarefas que você cria e mostra os números das etapas que alguém registrou. Uma empresa pequena com processo bem combinado tira mais resultado de um CRM simples do que uma empresa maior com processo solto tira de um sistema caro.

Por isso eu sugiro escrever as etapas antes de abrir qualquer demonstração. Pega uma folha, desenha o caminho de uma venda típica, do primeiro contato ao pedido fechado, e mostra para quem vende. Se todo mundo reconhece o desenho, você já sabe o que pedir para a ferramenta. Se aparecem três versões diferentes, combinar uma só é a primeira tarefa, e ela não custa nada.

Depois das etapas, duas perguntas fecham o quadro. A primeira é quem vai alimentar o sistema. Se a resposta for “o vendedor, no fim do dia, quando lembrar”, o dado vai chegar atrasado e incompleto, e em três meses ninguém confia no relatório. A segunda é por onde o seu cliente conversa com você, e é aí que entra o WhatsApp.

Por que um CRM sem WhatsApp vira planilha cara?

Sabe a esteira que a pessoa compra em janeiro e em março já está segurando roupa? Ela funciona, é boa, só que depende de alguém subir nela todo dia. O CRM que ninguém alimenta tem o mesmo destino, com a diferença de que a mensalidade continua chegando.

Na maior parte das pequenas e médias empresas que eu conheço, a conversa com o cliente acontece no WhatsApp. O orçamento é pedido ali, a dúvida chega ali e o “pode fechar” muitas vezes também. Se o CRM fica de fora dessa conversa, alguém precisa copiar o que foi dito e colar no sistema. Isso funciona na primeira semana. Na terceira, com a correria, as cópias param, e o CRM vira uma planilha que custa caro.

Então, na hora de comparar ferramentas, pergunte se ela integra com o WhatsApp e como. Integração pode querer dizer coisas bem diferentes: um botão que abre a conversa, o histórico das mensagens gravado no cartão do cliente, mensagens que saem sozinhas quando uma negociação muda de etapa. Peça para ver funcionando, com o seu número, antes de assinar.

A outra metade é a automação, que na prática quer dizer o que acontece sem ninguém clicar. Um lembrete de follow-up dois dias depois do orçamento enviado. Um aviso para o gestor quando uma negociação fica parada há uma semana. Uma mensagem para o cliente que comprou há seis meses. São essas tarefas que tiram trabalho da equipe, e é por elas que o sistema se paga.

O que eu aprendi cuidando do CRM de uma operadora de saúde

Eu cuido do CRM de uma operadora de saúde, com e-mail, notificação no aplicativo, SMS e WhatsApp ligados ao mesmo sistema e várias jornadas rodando ao mesmo tempo. Jornada, ali, é a sequência de mensagens que acompanha o cliente num momento específico: as boas-vindas, a cobrança, o reajuste, a pesquisa de satisfação.

O que mais fez diferença foi a organização antes da ferramenta. Cada jornada ganhou etapas definidas, um objetivo claro e um nome padronizado, para qualquer pessoa da equipe saber o que ela faz sem precisar abrir. Enquanto isso estava solto, o sistema tinha recurso de sobra e mesmo assim era difícil dizer o que estava funcionando.

Outra lição foi medir o que importa. Num teste, reforçar o contato por WhatsApp e SMS aumentou os agendamentos, só que o comparecimento ficou igual. Olhando só o primeiro número, a gente comemoraria. Olhando os dois, mudamos o foco daquela jornada. Esse é o tipo de pergunta que um CRM bem montado permite fazer.

A ferramenta grande ajudou, claro. O resultado, porém, veio das etapas combinadas, de alguém responsável por cada jornada e da automação que rodava sem ninguém precisar lembrar. Isso vale para uma empresa de cinco pessoas do mesmo jeito.

Um roteiro para escolher sem errar o tamanho

Dá para fazer em uma semana, sem contratar ninguém.

Primeiro, desenhe as etapas da sua venda numa folha e valide com quem vende. Segundo, defina quem registra cada coisa e em que momento: quem cadastra o cliente, quem muda a etapa, quem marca a negociação como perdida. Terceiro, liste por onde os clientes chegam e conversam com você, e anote quanto disso passa pelo WhatsApp.

Quarto, escolha duas ou três ferramentas da faixa do seu porte e peça demonstração com essas três respostas na mão. Pergunte como cada uma resolve as suas etapas, o seu registro e o seu WhatsApp, e peça para ver funcionando.

Quinto, antes de assinar, escolha uma automação para ligar no primeiro mês. Um lembrete de follow-up depois do orçamento já basta. Se a equipe sentir o CRM trabalhando a favor dela nas primeiras semanas, a chance de ele virar cabide cai muito.

No fim da semana você terá um processo escrito, uma lista curta de ferramentas e um critério para comparar. Com isso, a conversa com qualquer fornecedor fica muito mais objetiva, e o porte da empresa volta a ser o que ele é: o primeiro filtro.

FAQ

Qual o melhor CRM para pequena empresa? O melhor é o que a sua equipe vai abrir todo dia. Pipedrive, RD Station CRM, Agendor e Zoho CRM aparecem com frequência nessa faixa. Teste com as negociações reais de uma semana e veja se as pessoas continuam usando no fim dela.

Preciso de um CRM de empresa grande se quero crescer? Não necessariamente. Muitas ferramentas acompanham o crescimento com planos maiores, e trocar de CRM depois é possível, desde que o processo e os dados estejam organizados. Comprar grande demais cedo costuma gerar um sistema que pouca gente usa.

O CRM precisa integrar com o WhatsApp? Se a sua venda acontece no WhatsApp, sim. Sem integração, alguém vai copiar as conversas para o sistema à mão, e isso costuma parar em poucas semanas. Pergunte ao fornecedor como a integração funciona e peça para ver com o seu número.

O que é maturidade do processo comercial? É o quanto a sua venda já tem um caminho combinado: de onde vem o cliente, quem atende primeiro, quais são as etapas até o pedido e quando uma negociação é dada como perdida. Quanto mais claro esse caminho, mais o CRM consegue ajudar.

Conclusão

O porte da empresa ajuda a cortar opções, e a lista por faixa é um bom ponto de partida. O que decide se o CRM vai funcionar é o processo comercial combinado, alguém responsável por alimentar o sistema e a conversa do WhatsApp ligada a ele, com pelo menos uma automação rodando desde o primeiro mês. Se quiser fazer essa escolha com apoio, agende o diagnóstico gratuito de 15 min. A gente olha o seu processo comercial com você e mostra qual faixa de CRM faz sentido antes de você assinar qualquer ferramenta.

processo-comercialautomacaopme

Sua empresa tem uma dor operacional parecida?

Agendar diagnóstico →